[ L.A.B.E.L.: Teste psicométrico que mensura 102 escalas ]
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Os testes de perfil no geral se baseiam em uma única teoria. Já o L.A.B.E.L. é o teste psicométrico mais completo do mercado, por utilizar 15 modelos psicológicos já comprovados. São desses 15 modelos que derivam as 102 escalas do L.A.B.E.L.
Vídeo 1 – O que é o L.A.B.E.L.?
Sumário
Como funcionam as escalas do L.A.B.E.L.?
Cada uma das escalas é como se fosse uma peça de quebra-cabeça. Ou seja, quando as peças são vistas soltas, pouco ou nada pode se dizer sobre elas. Mas quando todas as peças estão juntas e o quebra-cabeça é montado, é possível ver o sentido de cada peça e a relação entre todas elas. O mesmo acontece com as escalas, por isso é equivocado assumir a forma como a pessoa é ou deixa de ser a partir de apenas uma ou duas escalas.
Cada escala tem suas características essenciais e objetivos, que variam conforme o que se deseja mensurar sobre ela. Primeiramente, tem-se o índice de fidedignidade, de média 0,92, que é o quanto a medição produz os mesmos resultados em demais aplicações sobre a mesma pessoa. Outro ponto é a assinatura, cada escala é calculada em cima de “pedaços” de todos os adjetivos respondidos, formando um mosaico no qual seus principais elementos compõem a assinatura. E, por fim, a escala traz as características e comportamentos mais frequentes de quem possui pontuações mais elevadas ou mais baixas em relação à população de referência.
As escalas são separadas em 15 blocos, de acordo com o modelo psicológico de origem.
Escalas de controle
Os índices de controle, a partir do conjunto de respostas, conseguem dizer se o teste é válido ou inválido, se teve algum tipo de manipulação, consciente ou inconsciente, qual era o estado de humor da pessoa no momento do preenchimento do teste e até mesmo se ela está desmotivada ou deprimida (diferente de depressiva, já que não se trata de uma ferramenta clínica). Em suma, nada passa batido!
As Escalas de Controle são:
Coerência
Fidelidade Intrapessoal
Média
Variabilidade
Modalidade
Positividade
Negatividade
Imagem 1 – Frases referentes aos índices de controle do L.A.B.E.L.
Escalas Fundamentais
As Escalas Fundamentais decerto retratam o perfil básico do mapeado. Então são elas que examinam a forma como a pessoa respondeu ao teste. Ou seja, elas entendem a estratégia que o mapeado utilizou em suas respostas, a coerência entre elas e os aspectos de cada item. Isso porque a intensidade de cada aspecto dado nessas escalas define o modo como a pessoa enxerga a si mesma, e isso impacta a forma como foi feito o teste.
As Escalas Fundamentais são:
Maturidade psico-social
Extroversão x Introversão
Estereótipo Masculino x Feminino
Conformismo x Originalidade
Tensão x Descontração
Racionalidade x Expressividade
Imagem 2 – Escalas fundamentais do L.A.B.E.L.
Os Cinco Grandes Fatores de Personalidade – Big Five (Norman & Goldberg)
As escalas desse bloco foram feitas de acordo com os Cinco Grandes Fatores de Personalidade de Norman e Goldberg. Desse modo, elas dizem sobre a forma como uma pessoa é vista diante das demais.
As escalas do Big Five são:
Abertura às experiências
Consciência x Tolerância
Extroversão x Introversão
Afabilidade x Agressividade
Estabilidade emocional x Neuroticismo
Imagem 3 – Big Five do L.A.B.E.L.
Temperamentos – Indicadores do tipo Hipocrático
Os estudos sobre temperamento já são feitos há muitos anos. O primeiro estudioso a criar uma teoria para explicar o temperamento humano foi Hipócrates, considerado o pai da Medicina. De lá para cá, o tema se tornou o objeto de estudo de várias áreas da ciência, dentre elas a Psicologia e a Filosofia.
Mas o que dizem os estudos?
Antes de tudo, para a ciência, o temperamento nada mais é do que um conjunto de tendências e aspectos que geram o modo de se comportar de cada um. Com base nesse conceito, uma vez que cada ser humano tem seu próprio modo de ver do mundo, cada pessoa desenvolve habilidades e cria seus próprios valores.
O cruzamento dos fatores de Extroversão e Estabilidade geram os seguintes temperamentos:
Colérico
Melancólico
Sanguíneo
Fleumático
Análise Transacional (Berne)
As escalas desse bloco são dadas de acordo com a Análise Transacional de Berne, pois ele associa a personalidade aos estados primários do ego.
As escalas da Análise Transacional são:
Pai Crítico
Pai Afetuoso
Adulto
Criança livre
Criança adaptada
Personalidades Profissionais (Holland)
A teoria das Personalidades Profissionais tem como proposta que a pessoa faça a escolha da profissão com o fim de respeitar seu perfilnatural. Isso porque já se comprovou que se a pessoa tem aptidão para um desafio, ela tem potencial para voar alto na posição. Por outro lado, sem a aptidão natural, perfil adequado para o desafio e potencial de evolução, a pessoa tende a ficar infelizao insistir no desafio.
As escalas das Personalidades Profissionais são:
Realista
Introvertida
Artística
Social
Empreendedora
Convencional
Estilos Cognitivos (Welsh)
Nesse modelo, Welsh criou as dimensões origência e intelectência, que estão ligadas aos conceitos de originalidade, criatividade e inteligência.
As escalas dos Estilos Cognitivos são:
Cabotino
Intelectual
Pragmático
Científico
Papéis de Identidade Sexual
As escalas ligadas aos Papéis de Identidade Sexual medem os aspectos que são tidos como masculinos ou femininos, mas sem ter relação com o sexo biológico do mapeado.
As escalas dos Papéis de Identidade Sexual são:
Feminilidade
Masculinidade
Necessidades (Murray)
As escalas desse bloco estão ligadas à Teoria das Necessidades de Murray, que falam sobre as três necessidades básicas do ser humano, sendo elas a realização, relação e poder.
As escalas da necessidade de realização são:
Ambição
Perseverança
Ordem
Ausência de necessidade de apoio
As escalas da necessidade de relacionamento ou afiliação são:
Sociabilidade
Altruísmo
Heterofilia
Autoconsciência
Subordinação
As escalas da necessidade de poder são:
Autoridade
Exibição
Agressividade
Independência
Vida sem regras
Ausência de sentimento de inferioridade
Indicadores dos tipos do MBTI (Myers-Briggs)
As escalas de acordo com o modelo do MBTI têm como base o uso de 4 tendências bipolares. Isso acontece para que as pessoas possam usá-las em situações distintas, o que permite definir 16 tipos e, dessa forma, medir os níveis de preferências de cada um.
Nesse sentido, as escalas desse bloco indicam como as pessoas preferem:
Concentrar sua atenção na Extroversão ou Introversão
Obter informações pela Sensação ou Intuição
Tomar decisões pelo Pensamento Razão (Thinking) ou Sentimento/Emoção (Feeling)
Orientar-se em relação ao mundo exterior pelo Julgamento (Judgement) ou Percepção (Perceiving)
As escalas de adaptação e mecanismos de defesa são:
Segurança ou “Externalidade”
Adaptabilidade
Narcisismo
Controle das emoções
Criatividade
Empatia
O Modelo Cúbico (Gough)
As escalas de acordo com o Modelo Cúbico de Gough medem os mecanismos de defesa e os tipos de resposta ao estresse.
São elas:
Estilo rechaçado
Lócus de controle
Estilo racional
Estilo projetivo
Predisposição ao estresse
Predisposição à doenças coronarianas
Os Tipos de Personalidades Reacionais (Millon)
Millon teve o foco de seu trabalho em personalidades patológicas, mas sua teoria também é válida ao mapear a personalidade.
Portanto, o L.A.B.E.L. utiliza nesse bloco as escalas que foram feitas de acordo com o DSM-IV, que tem 10 tipos de personalidades. Dentro deles, existem tipos patológicos, mas que não podem ser usados como respostas de análises clínicas.
Essas escalas são:
Associal
Agressivo
Negativista
Gregário
Narcisista
Esquivo
Submisso
Conformista
Escalas de Humores do L.A.B.E.L.
As Escalas de Humores são ligadas aos traços afetivos, ou seja, ao humor. É medido o quanto a pessoa tem de cada humor no momento em questão, que pode ser neutro, positivo ou negativo e ativo ou passivo.
Essas escalas são:
Felicidade
Ansiedade
Energia
Depressão
Relaxação
Agressividade
Reflexão
Astenia
Imagem 4 – Diagrama de humores no L.A.B.E.L.
Os nove tipos do Eneagrama (Ichazo)
A ferramenta apresenta 9 escalas que indicam o tipo com o qual o perfil mais se parece de acordo com o Eneagrama.
As escalas são:
O Perfeccionista
O Prestativo
O Desempenhador
O Artista
O Observador
O Legalista
O Generalista
O Líder
O Mediador
Escalas Profissionais do L.A.B.E.L.
As Escalas Profissionais do L.A.B.E.L. aferem os aspectos profissionais de cada pessoa, sendo a forma como ela se porta no local de trabalho.
As escalas desse bloco foram feitas de acordo com o Modelo Biossocial Unificado de Cloninger, que tem como meta juntar componentes sociais e biológicos, com efeito de medir as quatro dimensões do temperamento e as três do caráter.
As escalas são:
Caça às novidades
Fuga do mal
Necessidade de reconhecimento
Persistência
Autonomia
Cooperação
Transcendência
Quer saber mais sobre o teste psicométrico L.A.B.E.L.?
Como interpretar resultados muito diferentes entre as 102 escalas do L.A.B.E.L.?
As escalas precisam ser analisadas em conjunto, considerando as relações entre os traços e a intensidade de cada característica. Uma pontuação isolada oferece uma visão limitada do perfil individual.
O resultado do L.A.B.E.L. pode mudar ao longo da carreira?
A personalidade apresenta tendências relativamente estáveis, enquanto experiências, aprendizados e contexto podem influenciar a maneira como essas características se manifestam. Por isso, os resultados devem ser interpretados considerando o momento e o objetivo da avaliação.
Como saber se uma pessoa respondeu ao teste de forma consistente?
O L.A.B.E.L. possui escalas de controle que ajudam a verificar a coerência das respostas e identificar possíveis sinais de manipulação ou condições que afetem a interpretação dos resultados.
É possível usar o L.A.B.E.L. para planejar o desenvolvimento de um profissional?
Sim. O mapeamento pode ajudar a identificar características favoráveis ao desempenho, pontos de atenção e aspectos a considerar em planos de desenvolvimento, desde que os resultados sejam relacionados às exigências da função e aos objetivos profissionais.
Por que a análise do L.A.B.E.L. exige conhecimento especializado?
Porque a interpretação depende do cruzamento entre escalas, da compreensão dos modelos psicológicos utilizados e da relação entre as características identificadas. A leitura conjunta permite uma análise mais consistente do que conclusões baseadas em pontuações isoladas.
AUTORA [Danielle Amate]
Relações Públicas pela UEL e pós-graduanda em Influência Digital. Atuou com rede de franquias e nos seguimentos de saúde, metalurgia e telecomunicações. Realizando ações de marketing, social media, relacionamento com os públicos, eventos e atendimento.