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As 4 características que indicam potencial de liderança para papéis de transformação

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Depois de entender os traços de personalidade básicos para qualquer papel de liderança, é preciso refinar o entendimento acrescentando o que é fundamental de acordo com o tipo de desafio. Nesse artigo vamos explorar os traços de personalidade adicionais para que alguém tenha sucesso quando o desafio é transformar, elevar o patamar, inovar e quebrar paradigmas.

Quando é preciso trazer um líder transformacional?

Existe a necessidade óbvia, que aparece quando as coisas vão mal. Enquanto o mantenedor faz melhorias marginais, o transformador vem pra repensar profundamente a forma de ver e fazer as coisas. Por isso ele precisa trazer perspectivas diferentes e quebrar paradigmas.

Mas existe também a necessidade oculta, quando tudo vai bem, processos estão estáveis, pessoas satisfeitas, mercado dominado. A inércia e a manutenção prolongada de resultados positivos e estáveis pode mascarar movimentos imperceptíveis do mercado, a vinda de novas tecnologias, rupturas que ‘correm por fora’ e podem rapidamente ‘desestabilizar a estabilidade’. No passado foi exatamente o que aconteceu com a gigante Olivetti com a vinda dos computadores. Outro exemplo antigo foi a Kodak com a chegada das câmeras digitais. E mais recente, vimos acontecer com as cooperativas de táxi após o surgimento do Uber.

O que faz um líder transformador?

O líder transformador é quem tem visão de floresta, analisa criticamente o status quo, traz ideias fora da caixa, coloca a mão na massa e faz a mudança acontecer, mesmo que para isso seja necessário desacomodar pessoas e reinventar processos ou todo do modus operandi da empresa.

Entenda o que significa de fato e como buscar indicativos desses traços na sua equipe.

Visão Sistêmica

A visão global, holística, sistêmica ou de floresta é a capacidade de enxergar o todo, conectar o micro com o macro. Assim ele tem capacidade de se antecipar a realidade futura. O transformador precisa levar a empresa para um novo patamar. Isso só é possível quando ele consegue enxergar além do aqui e agora.

Observe a amplitude das conexões, ideias e soluções trazidas pelo profissional em questão. Assim veja o quanto sua trama mental é complexa e está um ou mais passos a frente da realidade em vigor.

Originalidade com assertividade

Além de enxergar o todo, o líder transformador gosta de desafiar o status quo. Dessa forma, ele se engaja em prol da evolução mesmo que isso requeira romper paradigmas. Ele busca inovar promovendo ruptura de paradigmas, processos e relações privilegiadas. Isso tudo gera desafetos e resistência. O que requer um nível de assertividade considerável para não esmorecer ao se deparar com críticas e desafetos.

Analise o quanto o profissional contribui com ideias fora da caixa ou apenas reproduz soluções da comprovadas. Veja como ele defende seus pontos de vista ou cede rapidamente diante de uma negativa ou retaliação.

Senso crítico

Ideias são geradas aos montes a todo momento. O senso crítico é que conecta a ideação com a realidade, é o que filtra as diferentes possibilidades e aterriza aquilo que realmente faz sentido nas diferentes dimensões consideradas. Um senso crítico baixo leva a adoção do bom, ao invés do muito bom. Ele se contenta com o mais ou menos. O ideal é mais perto do hoje do que do amanhã.

Veja o nível de exigência real do profissional em questão. O quanto ele reconhece a metade cheia do copo e na sequencia já busca superar suas próprias marcas ou se contenta com o status quo e fica feliz com pequenos ajustes.

Mão na massa

O maior desafio da mudança, depois da ideação, é sair da inércia. Isso requer energia, determinação e mão na massa. O líder que fala muito mas na hora do ‘vamos ver’ fica só olhando, perde a oportunidade de inspirar de verdade mais seguidores em fazerem o esforço a mais. Quando a empresa fala sobre redução de custos mas o líder segue trocando de carro todos os anos, as atitudes falam mais alto e o esforço da base passa a se nivelar por baixo.

Veja quem é, nas mudanças propostas pelo indivíduo, o grande ‘puxador’, quem está arregaçando as mangas e fazendo de fato. Certamente o líder precisa delegar e acompanhar, ao invés de centralizar ou fazer qualquer by pass, mas isso não o impede de estar no front, lutando junto pela mudança.

E para ser feliz como C-Level, o que é necessário?

Publicado em Março de 2019.

AUTORA [Maria Candida Baumer de Azevedo]
Administradora pela UFPR, mestre pelo COPPEAD-UFRJ, doutoranda na Holanda em carreira e graduanda em psicologia. Morou nos EUA, UK, Holanda, Cingapura e França, atuando em diferentes empresas e áreas de negócio. Sócia fundadora da People & Results, é docente na FGV-SP, Fundação Dom Cabral e Insper.
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