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O que é personalidade?

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A personalidade é o nosso automático, nossa essência, o que fazemos naturalmente, sem pensar, é o intuitivo, espontâneo. Toda vez que a situação requer que sejamos nós mesmos, nadamos a favor da correnteza.

A personalidade é formada na primeira infância, até os 2, 7 ou 14 anos, dependendo da linha de pesquisa. De acordo com Holland, ela é fruto da genética, das experiências nessa fase da vida e a influência das figuras parentais. Em síntese, o importante é que na vida adulta a personalidade está formada. E uma vez formada, exceto em casos de trauma, a personalidade dificilmente muda.

Se a personalidade é constante, o que muda ao longo do tempo?

Enquanto a personalidade possui alto nível de estabilidade, o que muda são os comportamentos que vamos adaptando ao longo da vida para conviver melhor em sociedade. Quando isso significa ajustar a nossa natureza, interpretamos personagens. Fazer isso durante meia hora por dia exige algum esforço, mas tolerável especialmente se temos um objetivo por trás. O problema começa quando interpretamos o dia todo. O ser humano é inteligente e aprende, mas sustentar a encenação requer um nível altíssimo de energia. Ao buscar ser outra pessoa, termina-se o dia exausto e infeliz.

Além disso, por mais que alguém seja capaz de adaptar comportamentos, indo contra a própria natureza, vamos lembrar que estamos em um estado permanente de competição. Sobretudo, competimos com outros candidatos, pares, o concorrente, outras alternativas. Se sua empresa compete no mercado usando aquilo que é resultado de altíssimo esforço e o concorrente compete com um time que faz as mesmas coisas ‘com o pé nas costas’, sua posição é sempre de desvantagem.

O que a personalidade tem a ver com carreira?

Assim como as empresas competem, o ser humano também o faz. É a competição entre candidatos, entre fornecedores, entre equipes. Seja ela saudável ou predatória, competir usando a personalidade natural coloca o profissional em situação de vantagem. Isso é fruto do que se descobriu sobre gestão por fortalezas. Onde foi comprovado que investir nas fortalezas traz um ganhos 11 vezes maior do que investir o mesmo tempo ou esforço no aprimoramento das fraquezas. Como consequência há um ganho de satisfação, desenvoltura no fazer e felicidade com o resultado tanto quanto com o caminho para chegar até ele.

Publicado em Junho de 2020.

AUTORA [Maria Candida Baumer de Azevedo]
Administradora pela UFPR, mestre pelo COPPEAD-UFRJ, doutoranda na Holanda em carreira e graduanda em psicologia. Morou nos EUA, UK, Holanda, Cingapura e França, atuando em diferentes empresas e áreas de negócio. Sócia fundadora da People & Results, é docente na FGV-SP, Fundação Dom Cabral e Insper.
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