[ A máscara do equilíbrio emocional: sua calma é real? ]
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Você sabia que, de acordo com o relatório de 2023 do ADP Research Institute, o estresse no trabalho afeta 67% dos brasileiros? Além disso, que 57% acreditam que suas lideranças são despreparadas para discutir saúde mental sem julgamento? Isso te faz pensar sobre o seu equilíbrio emocional? Se há uma crença antiga de que o bom profissional é aquele que nunca se abala e é capaz de “segurar as pontas” mesmo diante de cenários desafiadores, hoje esses números vêm para nos fazer refletir se essa é de fato a realidade da qual queremos participar.
Vídeo 1 – Apresentação Observatório de Liderança – Tendências e insights para 2026
Quando você imagina o local e as pessoas com quem trabalha, será que é sempre possível separar aqueles cujo equilíbrio emocional é real daqueles que estão apenas operando na contenção de danos? Parece ser uma pergunta simples de responder, porém, o cenário pode preocupar mais do que somos capazes de enxergar.
Ao analisar o perfil de mais de 3.000 profissionais mapeados pelo L.A.B.E.L., o Observatório de Liderança de 2025 evidenciou que sustentar um personagem que é estável por fora e por dentro vive um desequilíbrio emocional avassalador, custa muito mais caro do que imaginamos.
Sumário
As quatro faces do equilíbrio emocional
Para dar forma a essa reflexão, o estudo cruzou dois traços da personalidade: o nível de estabilidade emocional e, novamente e tão importante quanto a primeira vez em que a mencionamos, a transparência.
Combinando tais fatores, buscamos diferenciar o profissional que de fato possui recursos internos para lidar com a pressão, o que chamamos de Equilíbrio Autêntico neste segundo recorte, daquele que apenas sustenta uma aparência de calma. Enquanto o verdadeiro equilíbrio emocional proporciona um alicerce sólido para o profissional, a “máscara” da estabilidade exige um alto consumo de energia mental para a supressão de emoções, drenando, mais cedo ou mais tarde, a vitalidade do indivíduo e retardando o pedido de ajuda.
Mais uma vez, chegamos a 4 diferentes perfis de profissionais: indivíduos de alta transparência e baixaestabilidade, que demonstram seu desequilíbrio sem dificuldade, capazes de pedir ajuda; indivíduos de alta transparência e alta estabilidade, que demonstram um equilíbrio que de fato sentem dentro de si; indivíduos de baixa transparência e alta estabilidade, que pouco aproveitam e demonstram seu equilíbrio (ninguém na organização sabe que são tão equilibrados emocionalmente); e indivíduos de baixa transparência e baixa estabilidade, que podem aparentar equilibrados, mas por dentro sentem o contrário.
Liderança equilibrada: verdadeiro ou falso?
Quando o assunto é expor vulnerabilidades, o brasileiro dispara no sentido contrário, por isso ser transparente nem sempre é uma tarefa fácil para nós e em grande parte das vezes nos causa desconforto.
Tendo esse cenário como pano de fundo, a pesquisa que teve como base o L.A.B.E.L. revelou mais um dado interessante sobre a estrutura hierárquica das organizações: a maior proporção de equilíbrio emocional está na alta liderança (61% e 59%). Em contrapartida, a maior taxa de indivíduos que vestem a máscara da estabilidade está na base da estrutura organizacional (41%).
O gráfico abaixo elucida os dados:
Imagem 1 – Estudo Equilíbrio Autêntico People & Results
Pilar fundamental para crescer
Essa é a realidade de uma fatia imensa da força de trabalho do mercado brasileiro, de profissionais que vestem a máscara da estabilidade para sobreviver ao ambiente corporativo. O risco, assim como quando falamos do caminho para alcançar uma maior felicidade, está na invisibilidade, naquilo que somos incapazes de diagnosticar na maior parte das vezes. Diferente daquele que explode e sinaliza quando o desequilíbrio se apresenta (22% do total geral), o mascarado sofre sozinho (27%).
A precisão oferecida pelo L.A.B.E.L., por meio do mapeamento de 102 traços de personalidade, torna a ferramenta ideal para identificar se a sua estabilidade emocional é alta e se você tem maior facilidade ou dificuldade de demonstrá-la aos outros. Enxergar além da superfície do comportamento aprendido, aprofundando naquilo que faz parte da sua essência e praticando a gestão por fortalezas, abre caminhos de desenvolvimento mais adequados dentro das possibilidades do que o seu perfil é capaz de fazer e sustentar.
Psicóloga pelo Mackenzie, com experiência em treinamento e desenvolvimento de pessoas. Foco em capacitação e desenvolvimento de metodologias e materiais didáticos.