[ Transparência emocional: elo da felicidade no trabalho ]
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Em 2025, a People & Results deu mais um salto em direção às tendências de personalidade dos profissionais brasileiros ao lançar a segunda edição do Observatório de Liderança. Dessa vez, 4 recortes inéditos foram explorados em cima da ferramenta suíça de mapeamento de personalidade, o L.A.B.E.L., e reflexões importantes foram colocadas em xeque, entre elas, o levantamento sobre o verdadeiro impacto de um fator no sucesso e na felicidade no trabalho: a transparência emocional.
Vídeo 1 – Apresentação Observatório de Liderança – Tendências e insights para 2026
Em um passado pouco distante – e frequentemente ainda nos dias de hoje – o sucesso profissional era associado exclusivamente a competências técnicas, alta performance e resultados numéricos. Mas e se a verdadeira alavanca para chegar ao topo, e para alcançar o que chamamos de Felicidade Real neste primeiro recorte, estiver na capacidade de demonstrar emoções de forma aberta e honesta?
O estudo conduzido pela People & Results mostrou que a “neutralidade emocional” e a repressão de sentimentos podem nos levar pelo caminho contrário à felicidade no trabalho (e na vida).
Sumário
Como medir a felicidade no trabalho?
Para chegar a essas conclusões, precisamos cruzar dois traços mapeados pelo L.A.B.E.L., a transparência de emoções – o quanto o indivíduo permite ser “lido” pelos outros – e o nível de felicidade.
Por meio dessa intersecção, entendemos que a autenticidade do estado emocional abre espaço para que a pessoa, em cenários de vida desafiadores, identifique a necessidade de buscar ajuda e permita a construção da confiança em ambientes antes desconhecidos, viabilizando o alcance de um maior estado de felicidade.
Dessa combinação, surgiram 4 perfis que formam as organizações: indivíduos de difícil leitura que, apesar de se sentirem bem, podem eventualmente sofrer sem pedir ajuda; indivíduos de difícil leitura e que sofrem sem pedir ajuda (onde mora o perigo); indivíduos de fácil leitura, que buscam ajuda diante do sofrimento; e indivíduos de fácil leitura que, mesmo se sentindo bem, podem eventualmente buscar ajuda diante do sofrimento.
Assim, o objetivo era entender: quem está no topo é feliz? Ou quem é feliz chega ao topo?
A fotografia do sucesso: felicidade no trabalho como motor de ascensão
Diante de uma realidade em que 25% dos profissionais brasileiros se sentem tristes e 18% sentem raiva (Gallup, 2024), a edição de 2025 do Observatório de Liderança revelou uma tendência clara: a transparência emocional pode funcionar como grande combustível para a felicidade no trabalho e a escalada corporativa.
A pesquisa teve como base a amostra de 3.217 profissionais, mapeados no L.A.B.E.L., instrumento preciso no mapeamento de 102 traços de personalidade, com utilização de apenas resultados válidos e sem nenhum tipo de viés.
Ao cruzar os traços analisados com a hierarquia, um cenário positivo, apesar de pouco surpreendente para nós: indivíduos mais felizes e transparentes são os que mais ocupam o topo das organizações (58%). Em níveis mais baixos, entretanto, o volume de pessoas que sofrem em silêncio indica uma realidade que pode ser preocupante (47%).
O gráfico a seguir mostra a distribuição completa desses níveis:
Imagem 1 – Estudo Felicidade Real People & Results
A bomba-relógio da tristeza silenciosa
Enquanto o topo da pirâmide opera com transparência, a base da estrutura organizacional esconde um perigo invisível. Quando falamos de indivíduos que se enquadram na categoria Abertamente triste (7%), enxergamos apenas a ponta do iceberg, com pessoas que tendem a pedir ajuda quando estão em sofrimento. Já o silencioso, aquele que sofre calado, torna a identificação de questões emocionais pela liderança uma tarefa muito mais desafiadora, e o risco dessa invisibilidade pode ser grave.
Ao cruzarmos esses níveis de tristeza e felicidade com o grau de exaustão dos indivíduos, conseguimos chegar na origem dos casos de burnout. Como já esperávamos, essa correlação revelou que a maior taxa de pessoas com alto nível de exaustão(28%) faz parte da categoria de profissionais Silenciosamente tristes, com maior tendência a sofrerem burnout e não buscarem ajuda.
Isso significa que esses sujeitos funcionam como verdadeiras bombas-relógio dentro das organizações, sem o menor “sinal de fumaça” de transparência emocional, o suporte tarda a chegar, convertendo o silêncio em afastamentos e turnover inesperados.
Como identificar se eu sinto felicidade no trabalho?
A People & Results adotou, desde 2010, o L.A.B.E.L. como seu instrumento oficial para o mapeamento aprofundado da personalidade. Diante da diversidade de aplicabilidade da ferramenta, ela pode ser o meio ideal para investigar a autenticidade das suas emoções, permitindo entender se existe alinhamento entre o que você sente e o que transparece, saindo do silêncio para a abertura.
Psicóloga pelo Mackenzie, com experiência em treinamento e desenvolvimento de pessoas. Foco em capacitação e desenvolvimento de metodologias e materiais didáticos.