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[ Segurança profissional basta? A potência da confiança 360º ]

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Alguma vez você já disse para si mesmo “se eu acreditasse mais em mim, talvez eu chegaria mais longe na minha carreira”? Será que entendemos o real impacto que ter convicção da própria capacidade profissional e carregar essa mesma certeza para a vida pessoal pode ter na ascensão da carreira? E essa certeza, nascemos com ela ou ela precisa ser construída ao longo da vida? Temos falado de alguns grandes diferenciais de quem alcança e sustenta cadeiras de alta complexidade e, dessa vez, exploramos a potência dessa dupla, a segurança profissional e pessoal, para uma escalada corporativa com naturalidade e força.

O terceiro recorte do Observatório de Liderança 2025 se debruçou sobre o poder da segurança 360º, a combinação entre a confiança em si no âmbito pessoal e profissional, e utilizou o L.A.B.E.L. como base para analisar o nível de profissionais brasileiros verdadeiramente seguros de si e os efeitos desses traços como catalisadores para quem está no topo das organizações (ou para quem quer chegar lá).

Vídeo 1 – Apresentação Observatório de Liderança – Tendências e insights para 2026

Os resultados do estudo revelaram algo que já suspeitávamos: o motor interno da autoconfiança vai muito além das habilidades técnicas e diferencia quem avança com fluidez no mercado e quem paralisa diante dos desafios. E você? Ao pensar no seu grau de segurança em si mesmo, acredita que ela se limita a apenas um lado ou se estende para ambos os domínios? E se tivesse que escolher entre uma delas, escolheria ter segurança profissional ou pessoal? Vamos ver de quais formas elas se comportam e, mais para frente, como identificá-las na sua realidade.

As dimensões da certeza sobre si

A partir do mapeamento de mais de 3.000 profissionais brasileiros, a pesquisa cruzou o nível de confiança que o indivíduo possui no escopo do trabalho com a segurança nos papéis da vida pessoal, chegando a 4 perfis distintos, apesar de intuitivos: indivíduos seguros profissionalmente, que confiam na própria capacidade profissional, mas duvidam de si na vida pessoal; indivíduos seguros pessoalmente, que confiam em si na vida pessoal, mas duvidam de sua capacidade profissional; indivíduos inseguros em ambas as esferas; e indivíduos seguros de si em ambas as esferas, tangibilizando a Segurança 360º.

Pensando na distribuição dos níveis hierárquicos das organizações, onde será que se concentra a maior parcela de profissionais seguros amplamente? E por que esse nível de segurança profissional e pessoal pode ser tão positivo quando o assunto é crescer na carreira ou se manter no topo?

A segurança no topo e a dúvida na base

É claro que estamos falando de um conjunto de fatores que contribuem para o alcance de uma maior segurança profissional e pessoal, e o estímulo constante a práticas de autoconhecimento é um deles. Mas sabemos também que quem já aprendeu o caminho para ser mais seguro de si mesmo, seja na vida ou no trabalho, mas principalmente em ambos, está colhendo os frutos de saber como aproveitar a própria personalidade.

Os números revelados no estudo comprovam que a Segurança 360º é um ativo estratégico no topo da pirâmide: 50% dos empresários e 43% dos diretores mostram operar sob o estado de confiança ampla, enquanto 40% dos consultores e 42% dos analistas são inseguros em ambas as esferas.

O gráfico abaixo mostra a distribuição desse traço nos demais níveis hierárquicos:

Segurança profissional

Imagem 1 – Estudo Segurança 360º People & Results

Driblando a síndrome do impostor

Líderes genuinamente seguros raramente desperdiçam energia questionando cada passo que dão ou seu processo de tomada de decisão e é essa validação interna que permite que eles naveguem com segurança pela neblina de incertezas que cerca suas funções. Apesar disso, a alta concentração de confiança no topo é um movimento esperado: a segurança de si é parte do cluster de Estabilidade Emocional no L.A.B.E.L., que compõe uma das características essenciais para identificar potencial de liderança, o “pretinho básico” para os íntimos.

Fazer escolhas de alto impacto de maneira ágil, assertiva e sustentável é a consequência de uma carreira que foi construída, possivelmente, em cima de muitas inseguranças, mas que persistiu diante de cada uma delas e contornou a jornada para se tornar seguro de si na vida e no trabalho.

Na outra ponta, times com menor nível de segurança profissional e pessoal tendem a gastar uma energia adicional gerenciando a dúvida e o medo em ambas as esferas, estagnando seu próprio processo de crescimento. A lógica é clara, sem autoconfiança, o profissional passa mais tempo tentando domar a “síndrome do impostor” do que ousando e assumindo o risco de errar, negligenciando seu aprendizado e minando suas oportunidades de se destacar naquilo que faz.

O que fazer para estimular a segurança profissional e pessoal?

Como já falamos da estabilidade emocional como traço da personalidade com maior plasticidade cerebral e espaço para evolução, a segurança de si faz parte desse traço e pode ser desenvolvida ao longo do tempo e oscilar de acordo com o nosso momento atual. O ponto de partida para trabalhar a paralisação envolve buscar mecanismos e recursos para encontrar as raízes do medo e fortalecer laços de pertencimento e afirmação em áreas da vida que ultrapassem a necessidade de aprovação corporativa.

Para quem já ocupa uma cadeira de gestão, a missão é atuar como um catalisador de certezas para o time, o que passa longe da permissividade ou de estimular a entrega do “falso bem-feito” apenas para agradar. O que está nas mãos da liderança para minimizar a insegurança da equipe é o reconhecimento externo genuíno e assertivo, sem passar mão na cabeça ou despriorizar o feedback construtivo, entregando ao profissional o parâmetro de adequação que lhe falta ou sobra para calibrar a própria autoimagem.

Além disso, fomentar espaços onde executivos experientes possam compartilhar jornadas pessoais sobre suas próprias inseguranças e caminhos de superação ajuda a desmistificar a invulnerabilidade e a consolidar a construção de uma cultura focada na evolução contínua da segurança profissional e pessoal.

A segunda edição do Observatório de Liderança discute essas e mais outras boas práticas para aprimorar a sua segurança em si mesmo, baixe o relatório do estudo na íntegra!

E você? Tem segurança profissional, pessoal ou ambas?

A ferramenta L.A.B.E.L., por meio do mapeamento de 102 traços de personalidade, pode ser o recurso ideal para identificar as suas fortalezas espontâneas e entender como a sua autoconfiança opera na prática. Competir no mercado corporativo usando o seu modo natural coloca você em uma posição de vantagem indiscutível.

Conheça o instrumento e descubra como aplicá-lo para apoiar seu autoconhecimento, conduzir mentorias, desenhar processos sucessórios consistentes e conduzir a sua carreira rumo a onde você quer chegar!

Publicado em Fevereiro de 2026.

AUTORA [Mirella Zanetti]
Psicóloga pelo Mackenzie, com experiência em treinamento e desenvolvimento de pessoas. Foco em capacitação e desenvolvimento de metodologias e materiais didáticos.
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