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O novo desafio na retenção de talentos

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Há não muito tempo retenção de talentos requeria uma boa combinação entre salário e benefícios. Depois surgiu a necessidade de um ambiente saudável, programa de bônus e stock options e as diferentes formas de capacitação disponíveis. Como se não bastasse, ambiente desafiador, visibilidade internacional e liderança inspiradora também se tornaram fatores de atração e retenção. Agora mais um elemento vem engrossar a lista: abertura a carreiras paralelas.

O que é isso?

A uma velocidade interessante, desenvolver de forma independente atividades paralelas sem conexão ao negócio da empresa nem concorrente de forma alguma, começa a ser uma necessidade crescente nos executivos. Encontram-se casos como o de uma executiva comercial de multinacional de bens de consumo (com recordes de vendas ano a ano) que decora eventos de noivas, o gerente de RH que é fotógrafo, o engenheiro de sistemas do Vale do Silício com uma iniciativa de difusão do conhecimento, ou a designer gráfica que é professora de cursinho.

Não se trata apenas de uma segunda fonte de renda, nem de experimentar outro emprego antes de abandonar o atual. Ter uma carreira paralela é uma questão de necessidade. Necessidade de fazer o que se ama, mesmo sem a remuneração desejada. Usar o tempo de forma produtiva.

Ter diferentes fontes de aprendizado, com estímulos complementares conhecer pessoas, realidades. Mercados e desafios variados , trocar de ambiente físico e ter múltiplas fontes de ideias.

O que isso significa para as empresas?

Graças ao compartilhamento do conhecimento, às tecnologias que eliminaram a barreira estrutural entre vida pessoal e profissional, aos espaços de usos múltiplos. A necessidade de se ter carreiras paralelas se mostra um caminho sem volta.

Isso implica em mudanças na forma de gestão, com o profissional outstanding sendo de fato avaliado por resultados e não por esforço dedicado.

Os contratos de trabalho tal como conhecemos hoje, deverão ser reestruturados para contemplar alta flexibilidade sem ônus para as partes. A lógica de reconhecimento passará a valorizar o indivíduo “multi carreira”, permitindo a atividade paralela, sempre que não interferir no resultado da empresa. Mas, se das oito as dezoito, de segunda a sexta, é tudo o que importa, há muitos profissionais medianos no mercado, com resultados idem!

Publicado em Julho de 2019

AUTORA [People ]
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