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O grande desafio do jovem: a escolha de carreira

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Os desafios que o jovem possui para fazer a escolha de sua carreira são de fato muitas: pais, avós, jornais e revistas, blogs, os amigos reais e os virtuais, os professores, o pai de um amigo que te inspira, o filme da semana passada, as férias inusitadas, as conversas cheias de sabedoria de uma terça à tarde matando aula ou no plantão de dúvidas do cursinho.

Além disso, das muitas opiniões e recomendações, a lista gigante de cursos de graduação cresce a cada ano. Mesmo com tantas influencias e possibilidades, por que então ainda é tão difícil para o jovem fazer a escolha de carreira?

A boa notícia é que isso acontece nas melhores famílias. Apenas 27% de quem tem um diploma universitário nos EUA segue uma carreira relacionada a sua formação (Burnett & Evans, 2016). No entanto, a má notícia é que mais de 66% dos adultos formados é infeliz com sua carreira.

Na prática isso evidencia a importância do jovem investir energia e tempo na escolha da carreira dos seus sonhos. Ou seja, o objetivo consiste em você se tornar um dos profissionais que sente prazer no trabalho ao invés de encará-lo como um mal necessário.

Por onde começar?

Muitos são os caminhos possíveis: mochilar pela Europa, começar 3 faculdades ao mesmo tempo para ver de qual gosta mais ou visitar empresas para entender o dia a dia. Dá pra estagiar na empresa do tio do amigo, comprar o Guia do Estudante e além disso devorar os sites de carreira. E ao mesmo tempo, vale conversar com quem faz coisas diferentes. Tudo isso ajuda e acrescenta, mas nem sempre é garantia que você obtenha respostas.

Pode ser que você encontre pessoas com grande visão e sabedoria, capazes de trazer ponderações importantes e pontos de vista complementares. É possível que algumas experiências sejam catastróficas e você saiba imediatamente que ‘não é isso’. Ou as experiências podem ser exatamente aquilo que você nasceu para fazer e o ‘sininho toque’ (o mesmo sininho que dizem tocar quando achamos o amor da nossa vida!).

Mas pode ser também que todos os conselhos, pesquisas, experiências e vivencias mostrem o que você despreza, sem indicar o que você quer. Ou ainda pode ser que tudo seja igualmente interessante e você continue na dúvida. Se esse é seu caso, continue buscando respostas. O que podemos garantir é que escolher pela escola mais barata, a mais perto da sua casa, a que seu pai fez, apresenta a mesma chance de dar certo ou dar errado.

Como a orientação vocacional profissional traz respostas precisas para o jovem?

É hora de conversarmos sobre personalidade. Esse negócio invisível, automático e difícil de mudar, é a nossa natureza. A personalidade é o nosso jeito natural de pensar e agir, a nossa essência. É quem somos sem esforço, sem adaptar nada. Por que esse papo? Somos mais alguém além de nós mesmos? Quando estamos em ambiente seguro (o que costuma acontecer em casa), somos nós mesmos.

Quando estamos em um ambiente ‘estranho’, observamos o contexto, a forma de agir dos demais e nos adaptamos para ‘fazer parte’. Essa adaptação, quando mínima ou pontual, é um esforço tolerável. Já quando se trata de uma mudança drástica em relação a nossa essência e, especialmente quando é muito duradoura, se torna fonte de estresse, esgotamento, cansaço e falta de energia.

Ao conhecer detalhadamente a sua personalidade, torna-se possível identificar as carreiras que precisam da nossa essência e aquelas que exigem atitudes contrárias. As primeiras devem ser as carreiras a buscar e as outras, a evitar.

O que o mapeamento de personalidade te mostra sobre a escolha de carreira?

Quando mapeamos a personalidade de um cliente encontramos respostas muito precisas. Em alguns casos, como o da Luciana*, as possibilidades foram 3 ou 4, em outros casos, como do Marcelo*, 12 ou 15. Em ambos, o passo seguinte consiste em uma fase de pesquisa de campo, onde cada trilha sugerida é investigada via pesquisas online, conversas pessoais dirigidas e visitas técnicas. Essa fase é feita diretamente pelo jovem com o consultor.

Ele atua como facilitador e sana as dúvidas. Com a decisão tomada, é hora de ir para a ação. Isso pode significar a inscrição no vestibular, trocar de curso, escolher um estágio ou contratar apoio para preparar o currículo ou treinar para uma entrevista. Ajustamos o conteúdo conforme a necessidade de cada um.

(*Os nomes mencionado são fictícios para manter a confidencialidade.)

Publicado em Agosto de 2017.

AUTORA [Maria Candida Baumer de Azevedo]
Administradora pela UFPR, mestre pelo COPPEAD-UFRJ, doutoranda na Holanda em carreira e graduanda em psicologia. Morou nos EUA, UK, Holanda, Cingapura e França, atuando em diferentes empresas e áreas de negócio. Sócia fundadora da People & Results, é docente na FGV-SP, Fundação Dom Cabral e Insper.
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