Ainda ouvimos, vemos e somos parte de uma lógica de desenvolvimento orientada para os pontos fracos. Constantemente nos deparamos com planos de desenvolvimento profissional recheados de treinamentos, leituras, projetos e atividades voltados para aprimorar aquilo em que somos ‘mais ou menos’. Mas há algum motivo para isso ser diferente?
Como o desenvolvimento profissional pode ser mais efetivo? Veja por exemplo o premiado piloto de Fórmula 1, Michael Schumacher, ou o velocista Usain Bolt. Se ambos decidissem se tornar recordistas mundiais em natação e treinassem todos os dias, incansavelmente, poderiam se igualar ou superar os marcos de Michael Phelps?
Por que Pelé chegou ao ápice na sua carreira como jogador, mas nunca aceitou os convites para ser técnico? Da mesma forma, o que faz dois meninos, com as mesmas oportunidades, que jogam juntos uma “pelada” na rua, terem um o estrelato dos grandes clubes e outro o anonimato?
Quando os talentos naturais se formam?
Cada pessoa possui características próprias de personalidade. Ela se forma até os 2, 7 ou 14 anos, conforme a linha de pesquisa adotada. Portanto, aos 18 anos está formada para todos nós. O que nos torna então mais ou menos brilhantes é a compatibilidade entre a nossa personalidade e as escolhas que fazemos. Muitos seguem uma carreira pois “era a vaga em aberto”, “foi o que surgiu”, “meu pai queria isso de mim”, “era o que todos os amigos estavam fazendo”.
O caminho está na escolha de desafios coerentes com o que temos a oferecer. Inegavelmente, fazer o que dá prazer, aquilo em que somos bons de verdade, nos leva a sucessos maiores e mais sustentáveis!
Devemos ignorar todas as iniciativas de desenvolver gaps?
Mais ou menos.
Devemos aprimorar sim aquilo em que somos medianos, o suficiente para “conviver melhor em sociedade”. Uma pessoa extremamente desorganizada pode aprender a se organizar melhor, mas dificilmente será um exemplo em 5S. Caso venha a ser um, é baixa a chance de ter prazer fazendo isso. Alguém que detesta números precisa saber o mínimo para conseguir conferir seu extrato bancário ou o holerite.
Um profissional que se relaciona muito bem com clientes e tem elevado poder de argumentação e influência, desperdiça talento se tiver que trabalhar sozinho, atuando nos bastidores, isolado.
Certamente se Usain Bolt investisse energia e tempo na natação, ele teria uma melhora considerável (se comparado ao seu nível atual), mas dificilmente seria tão bom nadando quanto foi como velocista. Pouco provavelmente alcançaria os recordes de Phelps ou de outros medalhistas olímpicos.
Quer saber mais sobre desenvolvimento profissional?
Como isso se traduz em números para o desenvolvimento do indivíduo e resultados da organização? Confira o e-Book Contratar a pessoa certa – a diferença entre 67 e 729%.
Publicado em Janeiro de 2011. Atualizado em Março de 2026.