[ Análise Transacional e L.A.B.E.L.: Relação e oposição ]
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O L.A.B.E.L. é um teste psicométrico feito para o mundo do trabalho e tem como base 15 modelos psicológicos já testados e aferidos por todo o mundo. A Análise Transacional é um desses modelos.
Diferentemente do L.A.B.E.L., que foi criado, aprimorado e é vendido por seus criadores suíços, a Análise Transacional é uma teoria, ou seja, um modelo psicológico. Psicólogos e profissionais de desenvolvimento humano se qualificam todos os anos nos diferentes níveis desse modelo, com foco clínico ou organizacional. No Brasil, esse direito é fornecido pela UNAT.
Sumário
Análise Transacional
A Análise Transacional (AT) é uma teoria de personalidade criada pelo psiquiatra canadense Eric Berne em 1961. Nela, a personalidade é relacionada com os estados primários do ego, sendo eles: Pai, Adulto e Criança, e distinguem a forma que o ser humano pensa, sente, se comporta e se relaciona com as outras pessoas.
O estado de ego PAI diz respeito ao mundo externo, aos valores, crenças, costumes e ideias que cada um de nós aprendeu ou ‘comprou’ de maneira mais ou menos consciente, e fazem parte da nossa estrutura de personalidade. Essa base é formada até os 14 anos.
O estado de ego CRIANÇA diz respeito ao mundo interno, aos temperamentos, necessidades, desejos, formas de agir e reagir tão naturais, inatos, que parecem ‘vir de fábrica’. Essa base é formada até os 7 anos.
O estado de ego ADULTO é a parte que processa os dados da realidade no aqui e agora, lida com o pensamento lógico e analítico, com informações factuais, que objetiva e organiza. Trata-se, portanto, dos sentimentos e padrões de comportamento adequados à realidade atual.
Todo ser humano possui os 3 estados de ego. A grande questão está na forma como cada estado de ego se manifesta e o que é mais usado para se relacionar com o mundo.
Manifestação dos estados de ego de Eric Berne
Cada estado de ego tem uma ou mais formas de se manifestar, tanto com aspectos positivos quanto com os negativos.
O estado de ego PAI se manifesta como:
Pai Crítico (Critical Parent) – aquele que controla, julga pessoas e situações, arbitra a razão, direciona e acompanha.
Pai Nutritivo (Nurturing Parent) – o que superprotege, favorece a dependência ou autonomia, apoia, dá afeto, estimula e ensina.
O estado de ego CRIANÇA se manifesta como:
Criança Livre – raivoso, amoroso, impulsivo, espontâneo ou brincalhão.
Pequeno Professor – intuitivo, criativo ou manipulador.
Criança Adaptada – dividida em submisso e, por isso, bem-comportada, ou rebelde, que mostra agressividade e comportamento vingativo.
O estado de ego ADULTO é o computador humano, ou seja, produz o pensamento lógico, sem interferência das emoções, baseia a sua função crítica em fatos (ao contrário do Pai, que assenta em valores, e da Criança, que funciona por intuição). Portanto, ele é objetivo, responsável e autônomo. Visto que ele utiliza os dados da realidade externa (pelo PAI) e interna (pela CRIANÇA), conclui e pondera.
Imagem 1 – Análise Transacional (Eric Berne)
Além de presentes em todos os seres humanos, sem dúvida todos os Estados do Ego são importantes, sem que haja uma relação de superioridade.Cada um deles exerce um papel em nossa reação frente às diferentes situações. Assim, se o Adulto fornece soluções baseada em fatos, o Pai é crucial quando faltam fatos ou tempo para decidir através das suas leis atemporais que são quem dão o caminho. Já a Criança, por sua vez, inventa pela intuição, que apesar de ser menos confiável, é mais disponível.
Análise Transacional no L.A.B.E.L.
A Análise Transacional é uma das 15 teorias presentes no L.A.B.E.L. Dentre as 7 formas de manifestação dos estados do ego, duas foram mais tarde feitas por Berne, porém nunca foram validadas dentro da psicometria. Dessa forma, o Pequeno Professor e a abertura da Criança Adaptada como submissa ou rebelde, ficam de fora no L.A.B.E.L.
Desse modo, para quem já é qualificado na ferramenta, pode encontrar na página 11 as escalas referentes às 5 manifestações dos estados de ego.
Por que fazer a aferição da Análise Transacional por meio do L.A.B.E.L.?
Existem sites que possuem ‘testes rápidos’ com o intuito de mapear os estados de ego. Porém, esses formatos públicos e gratuitos pecam pela falta de:
PRECISÃO do mapeamento – o teste gratuito, sem robustez estatística, pode ser manipulado e isso passar despercebido, o que compromete por completo a análise dos resultados e seu uso correto. Em contrapartida, no L.A.B.E.L. isso jamais acontece, por conta dos Índices de Controle.
AMPLITUDE e PROFUNDIDADE de análise – isto é, os testes livres de Análise Transacional indicam apenas a manifestação que predomina dentre os estados de ego. Já no L.A.B.E.L., além de informar isso, ele mostra de fato a intensidade de cada um dos estados do ego e suas conexões com os demais 97 traços do perfil.
Como a Análise Transacional pode ajudar a melhorar as relações no trabalho?
Ela ajuda a reconhecer padrões de comunicação e de interação, favorecendo conversas mais conscientes, a prevenção de conflitos e a compreensão das reações de colegas e lideranças.
A Análise Transacional pode ser aplicada ao desenvolvimento de lideranças?
Sim. Seus conceitos podem apoiar o reconhecimento de padrões de relacionamento, a adaptação da comunicação e a construção de interações mais produtivas com diferentes perfis profissionais.
Qual é a diferença entre compreender o comportamento de alguém e mapear sua personalidade?
A análise do comportamento observa como a pessoa age em determinadas situações. O mapeamento de personalidade investiga características individuais e suas intensidades, ajudando a compreender tendências espontâneas de atuação.
Como combinar a Análise Transacional com uma ferramenta de mapeamento de personalidade?
A Análise Transacional pode contribuir para interpretar as interações e os padrões de comunicação, enquanto uma ferramenta como o L.A.B.E.L. amplia a compreensão das características individuais. A combinação depende do objetivo do trabalho e da qualificação dos profissionais envolvidos.
O mapeamento de personalidade pode ajudar a prevenir conflitos entre profissionais?
Ele pode ampliar a compreensão sobre diferenças individuais, preferências e possíveis pontos de tensão. Com essa informação, gestores e equipes conseguem ajustar a comunicação e buscar formas mais produtivas de colaboração.
AUTORA [Danielle Amate]
Relações Públicas pela UEL e pós-graduanda em Influência Digital. Atuou com rede de franquias e nos seguimentos de saúde, metalurgia e telecomunicações. Realizando ações de marketing, social media, relacionamento com os públicos, eventos e atendimento.