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[ Ambidestria Organizacional - Impacto na carreira e empresas ]

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O que é ambidestria organizacional?

Ambidestria organizacional refere-se à capacidade de cuidar do presente, manter a eficiência nas operações atuais, ao mesmo tempo em que se promove inovação e se prepara para desafios futuros. Inspirada pela definição literal de “ambidestria” — a habilidade de utilizar igualmente bem ambas as mãos — essa competência, no contexto organizacional, é sobre equilibrar excelência no presente com olhar estratégico para o futuro.

A origem da ambidestria organizacional

O conceito surgiu pela primeira vez em 2004, em um estudo de Julian Birkinsham e Cristina Gibson publicado pelo MIT, que aborda a necessidade das empresas de enfrentarem demandas imediatas enquanto planejam transformações estratégicas de longo prazo. Isso é especialmente crítico em um mundo caracterizado por volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade (entenda o que é o mundo VUCA). Para ter sucesso nesse cenário, se tornou essencial que as organizações e seus profissionais (você sabe a diferença entre os diferentes conceitos de colaborador, funcionário, associado e empregado?) sejam ágeis, visionários e, acima de tudo, ambidestros.

Ambidestria organizacional
Imagem 1 – Ambidestria – Presente e Futuro

Desde então, diversos são os autores dedicados à ambidestria nas organizações. Entre eles, está a Inova Business School, com diversas formações no tema. Em 2023, a Inova publicou o 1º estudo indicando quais são as competências de um profissional ambidestro. 

Competências do profissional ambidestro

Em 2024, em parceria com a Inova, utilizamos nosso banco de dados, com mais de 10 mil perfis de personalidade mapeados através do L.A.B.E.L., para aferir a o quanto as lideranças das organizações são naturalmente ambidestras.

Partindo de 26 traços de personalidade, chegamos em 12 competências que foram divididas em 3 blocos: Orientação para o presente, Orientação para o futuro e Ambas perspectivas.

O estudo inédito da People & Results sobre ambidestria – descobertas fundamentais

Do total, utilizamos somente respondentes que informaram o seu cargo e forneceram respostas livres de viés (ferramenta com índices de controle) – 3.257 profissionais (amostra atualizada com dados do ano de 2025). Foi a partir dessa condição, de extrema confiabilidade estatística, que chegamos aos resultados.

Dentre os 3.257 profissionais, apenas 14% são naturalmente ambidestros. Esse percentual aumenta em cargos de alta gestão, sendo de 25% para os empresários e 19% em posições de direção. Já em cadeiras mais juniores, o percentual cai, chegando a 7% e 8% para analistas e consultores, respectivamente.

Observatorio de Lideranca Grafico Ambidestria Organizacional 4
Imagem 2 – Estudo de ambidestria organizacional People & Results  (atualizado com dados do ano de 2025)

Outros recortes como a diferença entre gêneros e graduação estão disponíveis no relatório completo.

Desafios e oportunidades no desenvolvimento da ambidestria

Enquanto 14% são naturalmente ambidestros, 48% tem uma orientação majoritária para o futuro e 38% para o presente. Isso traz desafios para os processos de seleção, promoção, desenvolvimento e composição de times. 

Já a menor ambidestria natural nos níveis mais juniores confirma essa característica como diferencial para quem quer se tornar um grande executivo. O que seria facilmente resolvido, se fosse uma questão de comportamento aprendido, torna-se um valor intrínseco do indivíduo ao se tratar de personalidade (o alicerce natural, formado na infância e menos moldável ao longo da vida).

Como fomentar ambidestria na organização?

Dado que se trata de um conjunto de traços de personalidade de baixa maleabilidade, existem estratégias intencionais, para organizações que desejam cultivar a ambidestria:

  • Mapear a Personalidade: utilizar ferramentas confiáveis e sem espaço de manipulação, como o L.A.B.E.L., para identificar o quanto os candidatos são ambidestros, mais orientados ao presente ou futuro.
  • Compor Equipes Complementares: dar ciência a cada profissional sobre seu nível de ambidestria e, a partir disso, montar equipes que tenham, no conjunto, equilíbrio entre as diferentes perspectivas, fortalecendo a abrangência na tomada de decisão.

O Caminho para o futuro

Com base no estudo da Mckinsey sobre a queda da longevidade das empresas, confirmamos que ser ambidestro, enquanto organização, está mais para uma questão de sobrevivência do que de preferência. Ferramentas como o L.A.B.E.L. ajudam a mapear os traços de personalidade dos profissionais, indicando a realidade da ambidestria nos times. Aliado ao mapeamento, surge o valor de fomentar uma cultura organizacional que valorize a complementariedade, em que diferentes perspectivas se alinhem para entregar resultados imediatos e impulsionar mudanças futuras.

Quer conhecer mais sobre a Ambidestria da sua empresa ou do seu time?

Conheça o L.A.B.E.L., nossa solução de mapeamento de potencial para entender mais sobre a ambidestria do seu time!

Publicado em Janeiro de 2025. Atualizado em Novembro de 2025.

AUTORA [Maria Candida Baumer de Azevedo]
Sócia-fundadora da People & Results. Administradora (UFPR), Mestre em Cultura Organizacional (COPPEAD-UFRJ) e PHD em Carreira (The Netherlands). Mais de 20 anos de experiência, atuou como executiva em grandes empresas, é professora da Fundação Dom Cabral, ESALQ e Insper e mentora do G4 Educação.
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