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Sempre ouço de nossos clientes, na sua maioria heads de grandes áreas, que é difícil saber o que fazer para que um novo líder chegue ‘jogando o jogo’. Para ajudar nesse período difícil, veja as 5 dicas que separei para a integração do novo líder.
Antes de mais nada, vamos lembrar que, para essa chegada ser bem-sucedida, o processo seletivo precisa ter se atentado além da bagagem, experiência e formação do candidato, mas também ao perfil.
Se o potencial foi identificado de forma correta e foram encontradas as características essenciais para o cargo, já temos meio caminho andado!
Além disso, há inputs do livro ‘Os Primeiros 90 dias‘, de Michael Watkins. Recomendo fortemente a leitura.
Os Primeiros 90 dias, de Michael Watkins
Dicas de integração de um novo líder
Veja minhas 5 dicas práticas para a integração do novo líder:
Para começar, é importante voltar um pouco atrás e pensar em sua própria chegada a essa empresa e em como foi seu processo de integração. Com certeza você ficou inseguro, pensando o que poderia fazer para ‘mostrar a que veio’. Lembre-se que você também já passou por isso, então minha primeira dica é: aja com empatia.
O livro cita várias artimanhas para que esse período seja o mais produtivo possível. Isso pesa ainda mais hoje, com tanta liderança estreando em modelos híbridos, quando o tempo de adaptação fica mais apertado. Mudar o mindset ou ‘virar a chave’ é um processo que exige tempo, e a agilidade de aprendizado de quem chega influencia diretamente essa curva. Então,você como gestor deve trazer inputs sobre como as coisas acontecem na prática, fazer a pessoa experimentar já participando das responsabilidades, o que também acrescenta na adaptação a cultura.
Mas calma! Espere poucas contribuições no início, ele deve estar mais como ouvinte do que como participativo. Como garantir ganhos iniciais? É fundamental que desde a primeira semana você faça pequenos acordos de metas para aquele mês. Só assim se garante que os dois lados saibam para onde estão indo, deixando claro quais são as expectativas reais. Um checkpoint semanal de 15 minutos nas primeiras quatro semanas costuma bastar para alinhar prioridades sem parecer microgerenciamento.
Como responsável pela área, deixe a cargo do novo líder fazer as interpretações, observações e leituras imparciais da equipe dele. Levar inputs sobre as pessoas está fora de questão. Deixe espaço para que ele tire as próprias conclusões de quem sai e de quem fica, depois desses 90 dias. Essa avaliação acontece nos dois sentidos: enquanto você observa a adaptação dele, ele também está de olho em como a empresa funciona de verdade, e um período de experiência bem usado evita decepção para os dois lados.
Por fim, é importante que ambos mantenham o equilíbrio emocional. Pouco adianta pressão no começo, os dois precisam de muita interação e atenção para a criação de vínculo entre si. Um mentoring bem desenhado ajuda a acelerar essa aproximação. Portanto, dedique tempo para estar próximo do líder, apoiando e acreditando que ele é capaz de fazer acontecer. Lembre-se, esse é apenas um período de mudança.
No fim das contas, integrar um novo líder é menos sobre entregar um manual de boas-vindas e mais sobre desenhar, com intenção, as primeiras semanas de alguém que está aprendendo a jogar um jogo novo, com regras que só a convivência ensina. Quanto mais cedo você investir nesse desenho, mais rápido a equipe volta a rodar em ritmo de cruzeiro, e mais rápido esse novo líder assume as rédeas da própria trajetória dentro da empresa.
Você tem alguma dica, algo que já praticou em sua experiência? Conte para a gente!
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Publicado em Fevereiro de 2019. Atualizado em Setembro de 2026.
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